Banda Filarmônica de São Paulo celebra um ano de formação em plena pandemia e inova com apresentações virtuais e capacitação musical de seus integrantes


Completando seu primeiro aniversário no meio da quarentena, a filarmônica tem investido no aperfeiçoamento profissional do grupo e o resultado pode ser visto em performances online divulgadas nas redes sociais 

Concerto realizado em Taubaté – SP, com a presença do maestro associado Marcos Araújo, 
entre os regentes Eliezer Nascimento e Renato Ernesto

 
 
No último dia 28 de junho, a Banda Filarmônica de São Paulo completou seu primeiro ano de formação. Com a pandemia do COVID-19, que inviabilizou a comemoração da data, a Banda tem criado medidas para driblar a quarentena e inovar durante esse período. Para não deixar seus admiradores sem novidades, o grupo publica a cada duas semanas um vídeo com uma nova apresentação virtual. Além disso, para aprimorarem suas técnicas musicais, os integrantes da banda estão recebendo aulas de renomados professores e maestros brasileiros, como o ex-presidente da World Association for Symphonic Bands and Ensembles (WASBE), Dario Sotelo, e a maestrina da Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo, Mônica Giardini.

As apresentações em tempos de Coronavírus


No último dia 24 de maio, a Banda Filarmônica de São Paulo se apresentaria em uma das principais salas de concerto da América Latina, a Sala São Paulo, além de outras apresentações importantes marcadas ainda para este ano, como na Catedral da Santa Ifigênia e no Teatro Municipal de Osasco. As apresentações estão temporariamente canceladas e a Banda aguarda a remarcação das datas.

Apesar do período de incertezas, os músicos optaram pela continuidade dos trabalhos e passaram a gravar apresentações em casa para publicar nas redes sociais da Banda. “Por meio de um aplicativo de sincronização de vídeos, cada músico grava sua parte em casa. Na sequência eu sincronizo e finalizo em um único vídeo”, explica Phillips Thor, diretor artístico do grupo. “Temos produzido e publicado um vídeo a cada duas semanas. Tem dado certo e animado o pessoal nessa quarentena”, continua Thor.

Investimento em aperfeiçoamento profissional


Antes do início da pandemia, os integrantes da banda reuniam-se para ensaiar uma vez por semana. Os ensaios tinham por objetivo aperfeiçoar as habilidades instrumentais do grupo e estimular a troca de experiências musicais entre os músicos, mas com a quarentena, os encontros presenciais precisaram ser interrompidos. E foi então que o que começou como uma aula para apenas uma integrante do grupo, logo passou a atrair outros componentes. “Eu entrei em contato com um antigo professor e perguntei se ele gostaria de participar do projeto dando aula para um integrante da nossa banda. Ele disse sim e logo conseguimos outros professores e maestros para suprir grande parte da turma”, conta Renato Ernesto, um dos maestros da Banda.

Ernesto acredita que as aulas são um investimento educacional para o futuro do próprio grupo e afirma que não tem intenção de suspender o projeto quando tudo voltar ao normal. “Entendemos essas aulas como um investimento em nosso pessoal, no material humano. E como estão sendo todas virtuais nesse período, a ideia é que quando tudo termine, esses professores sejam convidados para atuar na Banda, dando capacitações pessoalmente para os músicos, cada um em sua especialidade”, revela.

Um ano de Banda Filarmônica de São Paulo


Completar o primeiro ano de formação em plena pandemia não estava nos planos da direção da Banda, Eliezer Nascimento, Phillips Thor e Renato Ernesto. Os músicos contam que há pouco menos de um ano, quando o grupo realizava seu primeiro concerto, na cidade de Taubaté – SP, não imaginavam se ainda estariam juntos hoje. “Nosso foco inicial era apenas o entretenimento e a prática de conjunto sinfônico de sopros, sempre movidos pelo amor à música. Mas com a grande proporção tomada, naturalmente fomos caminhando para saltos maiores e melhores”, relembra o maestro Eliezer Nascimento.

Desde o início as apresentações da Banda não possuíam caráter comercial, portanto não existe nenhum tipo de retorno financeiro para os integrantes do grupo, como explica Ernesto: “Criamos o slogan ‘a banda é nossa’. Estamos sempre abertos a quem queira participar, pois nosso intuito é acolher os músicos. Esse é um projeto quase “milagroso”, uma vez que reunir 50 pessoas com vontade de fazer algo em comum e sem qualquer remuneração hoje em dia é bem difícil”. Eliezer acredita que essa particularidade pode contribuir em um dos objetivos da Banda no futuro, que além de formar público, é tornar-se um projeto educacional. “Pretendemos formar uma academia, na qual o aluno chega com seu instrumento e pode aprender as múltiplas facetas de uma banda, aos moldes das filarmônicas europeias”.

O maestro ressalta ainda que outro foco do grupo é resgatar a cultura das bandas, especialmente na capital paulista. E foi exatamente essa questão que incentivou a formação da Banda, já que trata-se de um setor que precisa ser mais valorizado pelo público e pelos próprios músicos. “Eu sempre sonhei em tocar na Banda Sinfônica do Estado de São Paulo – extinta em 2017 –, e quando ela acabou eu continuei com isso na cabeça. Foi o que me motivou a conversar com os meninos e começar o projeto”, conta Thor. A diretoria reitera que está fazendo de tudo para que no futuro as bandas voltem a ter sucesso e sejam reconhecidas. “Não vislumbramos que nossa Banda seja melhor do que outros grupos sinfônicos, mas sim que todos sejam reconhecidos da mesma maneira e tenham o mesmo valor”, esclarece Thor.

Sobre a Banda Filarmônica de São Paulo


A Banda Filarmônica de São Paulo teve seu início em 28 de junho de 2019. O grupo foi criado por três amigos, o músico eufonista Phillips Thor, e os regentes Eliezer Nascimento e Renato Ernesto. Atualmente a Banda é composta por aproximadamente 50 pessoas, que executam diversos instrumentos de sopro, percussão e contrabaixo acústico.

Confira aqui uma homenagem da Banda Filarmônica de São Paulo aos profissionais da saúde.

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